Véspera de feriado em uma escola de elite da zona oeste de São Paulo. Quando soa a campainha que marca o fim das aulas, o destino é o mesmo para vários alunos: o boteco mais próximo. Sinuca, cerveja e pandeiro embalam o início da tarde. Para alguns, a balada vespertina é eventual. Mas, para outros, como Rafael, 15, o bar é passagem obrigatória depois das aulas.
Pelo menos quatro vezes por semana, ele toma entre quatro e cinco garrafas de cerveja com os amigos, enquanto joga uma partida de sinuca na saída do colégio. Na sexta, inclui também quatro doses de pinga. "Geralmente bebo porque estou de saco cheio da semana e quero dar um "relax". Gosto de ficar bêbado", conta o estudante. Para ele, que se considerava um garoto tímido e "travado" até dois anos atrás, a bebida "facilita várias coisas". "O humor muda, a auto-estima melhora, fica mais fácil de interagir." Rafael provou bebida alcoólica, oferecida pelos pais, aos nove anos, e começou a beber com regularidade aos 12. O caso de Rafael não é exceção. Ele ilustra uma tendência de comportamento que especialistas já detectaram entre os adolescentes brasileiros: eles começam a beber cedo e muitos bebem de forma abusiva. Uma pesquisa elaborada pela Unifesp em parceria com a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) - o 1º Levantamento Nacional sobre os Padrões do Consumo de Álcool na População Brasileira, realizado entre novembro de 2005 e abril de 2006 com dados representativos de 100% da população brasileira-, mostra que a idade de início de consumo de álcool diminuiu nos últimos anos. Adolescentes que têm hoje entre 18 e 25 começaram a beber aos 15,3, enquanto jovens de 14 a 17 anos começaram aos 13,9 anos. "É uma adolescência bastante tenra. Provavelmente isso é uma tendência que vem acontecendo a muito tempo, de geração em geração", diz a psicóloga Ilana Pinsky, uma das responsáveis pela pesquisa. De acordo com o estudo, dois terços dos adolescentes são abstinentes. Mas 16% do total -ou metade dos que consomem álcool- já beberam em "binge" (termo técnico que significa pelo menos quatro doses em uma mesma ocasião), considerado o padrão de consumo de mais alto risco. Entre esses, 30% fizeram isso duas vezes por mês ou mais no último ano. "O que importa não é se um ou dois terços bebem, mas como eles bebem. O problema é que, entre os que bebem, muitos bebem de forma abusiva", completa a estudiosa. Apesar de ser proibido vender bebidas alcoólicas para menores de idade, há pouca fiscalização, e são raros os bares que pedem documento de identidade para jovens. A facilidade de comprar, o preço baixo (o Brasil está entre os países em que a cerveja é mais barata) e a grande tolerância social à bebida são fatores que contribuem para o início precoce do consumo de álcool. "No Brasil, o álcool, além de ser altamente tolerado, é até estimulado; é visto como uma coisa obrigatória em muitas situações" comenta Ilana Pinsky.
"Os adolescentes têm dificuldade de ver a bebida como uma droga, como um problema", diz a psiquiatra Sandra Scivoletto, chefe do Ambulatório de Adolescentes e Drogas da Faculdade de Medicina da USP. Colega de escola de Rafael, João, 16, tem uma rotina parecida com a dele. Bate cartão no boteco ao lado da escola quase diariamente. Depois de tomar cerveja no bar, ele vai para a casa e dorme. Chega atrasado na escola freqüentemente e está indo tão mal que se já considera praticamente reprovado. "Vou mudar para uma escola mais fácil para não perder o ano", admite.
O caso de João ilustra uma das principais conseqüências do uso abusivo de álcool na adolescência: o baixo desempenho escolar. "O jovem que bebe fica mais lento e com a atenção instável", diz a psiquiatra Ana Cecília Marques, pesquisadora da Unidade de Álcool e Drogas (UNIAD) da Unifesp.
Além disso, a exposição a doenças sexualmente transmissíveis e a acidentes de carros também é agravada pelo álcool. "Em grande quantidade, o álcool desinibe, diminui a atenção e provoca a perda dos reflexos. O adolescente ainda não tem a compreensão perfeita da realidade, por isso está exposto a muito mais riscos que um adulto diante de uma intoxicação alcoólica", diz a presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Drogas), Analice Gigliotti.
Em longo prazo, os efeitos são ainda mais nocivos. "A adolescência é a fase em que o cérebro tem mais condições fisiológicas de receber e processar informações. O excesso de álcool dificulta o processo de aprendizagem. Isso pode resultar num adulto com menos habilidades intelectuais", afirma o toxicologista Anthony Wong, da USP.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Depoimentos de jovens que bebem
Por que você bebe?
1) "A sociedade é muito opressora, e a bebida me alivia"
Pedro, 23
2) "A bebida facilita a vida. Você fica mais desinibido com pessoas que não conhece, faz o que tem vontade. Fica mais fácil de se aproximar dos caras"
Roberta, 17
3) "Gosto de cerveja porque é refrescante. Quando quero ficar bêbada, bebo tequila"
Iara, 17
4) "Bebo por uma questão social, me acostumei a beber e a gostar. Se você não bebe, não faz sentido a um bar, a uma festa. Você fica sem vida social"
Denise, 21
5) "Porque eu fico mais extrovertido, mais comunicativo. Se eu não bebesse, não iria a bares e teria muito menos opções para me divertir"
Carlos, 15
6) "É uma experiência de vida importante. É bom tomar um porre de vez em quando porque você faz coisas que não faria normalmente, sai do seu mundinho"
Felipe, 17
1) "A sociedade é muito opressora, e a bebida me alivia"
Pedro, 23
2) "A bebida facilita a vida. Você fica mais desinibido com pessoas que não conhece, faz o que tem vontade. Fica mais fácil de se aproximar dos caras"
Roberta, 17
3) "Gosto de cerveja porque é refrescante. Quando quero ficar bêbada, bebo tequila"
Iara, 17
4) "Bebo por uma questão social, me acostumei a beber e a gostar. Se você não bebe, não faz sentido a um bar, a uma festa. Você fica sem vida social"
Denise, 21
5) "Porque eu fico mais extrovertido, mais comunicativo. Se eu não bebesse, não iria a bares e teria muito menos opções para me divertir"
Carlos, 15
6) "É uma experiência de vida importante. É bom tomar um porre de vez em quando porque você faz coisas que não faria normalmente, sai do seu mundinho"
Felipe, 17
80% dos estudantes pegam carona com quem bebeu
Após quase cinco meses em vigor, a chamada Lei Seca mudou o comportamento dos universitários, mas não imunizou todos os riscos do hábito de beber e dirigir.
Em quatro meses de Lei Seca, mortes no trânsito caem 5% em relação a 2007
Apesar do número de estudantes que admitem misturar álcool e volante freqüentemente ter caído de 31% para 20%, 80% deles confessam que ainda pegam carona com motoristas embriagados depois da balada. Os resultados foram apresentados ontem no congresso da Sociedade Brasileira de Ortopedia a Traumatologia (SBOT).
"Os jovens mudaram só o agente do perigo, mas continuam correndo riscos no trânsito ao andar ao lado de condutores que beberam antes de pegar o carro", afirma Sérgio Franco, chefe do departamento de ortopedia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do estudo, que ouviu, na semana passada, 1.034 universitários paulistanos e cariocas.
Para avaliar a mudança de postura quanto à direção "embriagada", Franco comparou os dados do levantamento recente com os obtidos em pesquisa semelhante feita por ele em 2006, com o mesmo universo de estudantes pesquisados.
"Percebemos que há avanços substanciais (após a Lei Seca), mas nos surpreendeu a quantidade de jovens que pegam carona com motoristas que beberam", diz o pesquisador que hoje vai distribuir em 16 pontos de Porto Alegre (cidade que sedia o congresso) panfletos informando sobre os riscos de andar na companhia de pilotos embriagados. As informações são do "Jornal da Tarde".
Em quatro meses de Lei Seca, mortes no trânsito caem 5% em relação a 2007
Apesar do número de estudantes que admitem misturar álcool e volante freqüentemente ter caído de 31% para 20%, 80% deles confessam que ainda pegam carona com motoristas embriagados depois da balada. Os resultados foram apresentados ontem no congresso da Sociedade Brasileira de Ortopedia a Traumatologia (SBOT).
"Os jovens mudaram só o agente do perigo, mas continuam correndo riscos no trânsito ao andar ao lado de condutores que beberam antes de pegar o carro", afirma Sérgio Franco, chefe do departamento de ortopedia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do estudo, que ouviu, na semana passada, 1.034 universitários paulistanos e cariocas.
Para avaliar a mudança de postura quanto à direção "embriagada", Franco comparou os dados do levantamento recente com os obtidos em pesquisa semelhante feita por ele em 2006, com o mesmo universo de estudantes pesquisados.
"Percebemos que há avanços substanciais (após a Lei Seca), mas nos surpreendeu a quantidade de jovens que pegam carona com motoristas que beberam", diz o pesquisador que hoje vai distribuir em 16 pontos de Porto Alegre (cidade que sedia o congresso) panfletos informando sobre os riscos de andar na companhia de pilotos embriagados. As informações são do "Jornal da Tarde".
Consumo excessivo de álcool começa no Ensino Médio

No ano de 1997, o projeto Viver Bem 2000 realizado pela Faculdade de Medicina (FM) da UNESP em todas as suas unidades constatou que os alunos já chegam à universidade com o costume de "encher a cara", como se diz. De acordo com os relatórios divulgados na época, aproximadamente 18% dos estudantes ingressantes em universidades já faziam uso excessivo de bebidas alcoólicas.
Pode, a primeira vista, parecer pouco, mas esses 18% representam a parte do alunado que se embriaga quase diariamente. Na linha do "bebo socialmente", o número ultrapassa os 70%.
Esses dados comprovaram que o problema é anterior à fase universitária dos adolescentes.
Com base nessa pesquisa, a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) financiam agora um estudo sobre consumo de álcool por alunos do ensino médio. O projeto, em andamento no Departamento de Educação do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da UNESP, campus de São José do Rio Preto, busca entender as razões que têm levado os jovens a desenvolver o hábito de beber.
"O objetivo é ensiná-los a moderar o consumo dessas substâncias ou mesmo conduzi-los voluntariamente à abstinência", explica o responsável pelo trabalho, o psicólogo Raul Aragão Martins, do Ibilce. Segundo ele, não é possível impedir o uso de algum tipo de droga, mas é possível ensinar a fazê-lo de forma moderada e não nociva.
Entre os fatores intimamente ligados ao uso excessivo do álcool, Martins identificou o consumo regular de bebida pela família e a crença de que a ingestão de álcool facilita o convívio em grupo e fatores religiosos. E cada um desses casos possuem uma complexa e curiosa abordagem.
Quando se trata do ambiente familiar, há duas práticas que levam a um mesmo fim. Caso a família beba exageradamente - quando os tios dão vexame em festas de criança, por exemplo -, o jovem passa a entender que esse é um padrão adequado. Por outro lado, caso os membros da família não bebam, o jovem seguirá os padrões daquele que bebe no bar, geralmente, em demasia.
"O jovem, de maneira geral, não sabe beber, e arrisca a própria segurança ao ingerir álcool em doses excessivas."
A crença de que o álcool é um inibir de timidez também leva a um consumo excessivo, já que se bebem grandes quantidades rapidamente. Outro dado curioso é o da religião: "adolescentes que se declaram sem religião geralmente bebem mais em relação aos que afirmam ter uma crença", destaca.
O estudo também identificou o aumento do hábito de beber entre as mulheres. A maioria delas desconhece que o organismo feminino apresenta metade da tolerância masculina ao álcool. Como conseqüência, se embriagam mais rapidamente e o álcool demora mais tempo para ser metabolizado pelo organismo. "O organismo feminino possui menor quantidade de enzimas que atuam no metabolismo do álcool", lembra Martins.
Os voluntários acompanhados pelo estudo foram identificados entre os estudantes da rede pública de ensino dos municípios de São José do Rio Preto e Nova Granada, interior de São Paulo.
Noticia - Adolescentes são flagrados consumindo álcool
Adolescentes de 13 e 14 anos foram flagrados consumindo bebidas alcoólicas na escola Jesuíno de Arruda, em São Carlos. Um deles passou mal e foi para o pronto socorro da cidade.
Os estudantes foram levados para a delegacia juntamente com os pais, que estavam revoltados com a situação. “Antigamente a escola era aberta e agora é toda fechada e, mesmo assim, eles não conseguem controlar”, afirma a mãe de um dos alunos Cristiane Ordonho.
Segundo Jussara Teodoro, seu filho ficou em estado de coma alcoólico. “Eu espero que tomem providências a respeito disso”, disse.
A secretaria de Educação do Estado de São Paulo disse que os pais dos alunos já foram notificados e participarão na próxima semana de um reunião do conselho escolar junto com o diretor e professores da escola Jesuíno Arruda. O objetivo é investigar como os alunos entraram com bebidas alcoólicas na escola. Os estudantes receberão uma ação educativa
Os estudantes foram levados para a delegacia juntamente com os pais, que estavam revoltados com a situação. “Antigamente a escola era aberta e agora é toda fechada e, mesmo assim, eles não conseguem controlar”, afirma a mãe de um dos alunos Cristiane Ordonho.
Segundo Jussara Teodoro, seu filho ficou em estado de coma alcoólico. “Eu espero que tomem providências a respeito disso”, disse.
A secretaria de Educação do Estado de São Paulo disse que os pais dos alunos já foram notificados e participarão na próxima semana de um reunião do conselho escolar junto com o diretor e professores da escola Jesuíno Arruda. O objetivo é investigar como os alunos entraram com bebidas alcoólicas na escola. Os estudantes receberão uma ação educativa
Como prevenir o uso abusivo de álcool por jovens em viagens escolares

Em uma série de países, a formatura de conclusão do ensino médio é motivo de celebração. Por vezes, essa comemoração anda junto com o risco, especialmente se acompanhada de uso pesado de álcool. Os autores buscaram, a partir da experiência australiana, elaborar procedimentos para lidar com o problema.
Primeiramente, deve-se fornecer informações sobre os riscos da embriaguez e sobre a legislação que aborda o uso e a venda de álcool para alunos e pais. Ademais, os alunos deverão ser municiados com documento contendo o código de conduta determinando os comportamentos esperados e aceitos.
Vale salientar também que a presença de policiais nos locais de destino das viagens e a substituição da venda de garrafas de vidro contendo bebidas alcoólicas por latas e copos plásticos contribuem para segurança do evento.
É de grande importância que haja restrição e proibição da entrada de bebidas nos locais de destino das viagens e que a venda de bebidas nos eventos seja cessada antes do fim das festas para que os jovens possam aguardar a remissão dos efeitos do álcool antes do retorno para seus aposentos. Ademais, também deve haver o envolvimento e treinamento dos funcionários dos bares para não servirem bebidas para menores de idade e para jovens embriagados.
Vale destacar a importância dos alunos se engajarem em outras atividades durante o evento como, por exemplo, atividades esportivas e eventos musicais. Assim, os alunos ficarão ocupados com atividades prazerosas ao longo de grande parte do tempo, diminuindo, assim, o consumo abusivo do álcool.
Quando buscar ajuda?
Após o inicio do vicio, as conseqüências começam a vir cada vez piores, prejudicam a relação com a família, com a escola e com a sociedade em si, inicia-se ai a necessidade de parar e recomeçar. Para comprovar essa realidade segue abaixo alguns depoimentos de pessoas que passaram por essa situação.
Tratamento multidisciplinar
Para o diagnóstico, é preciso, em primeiro lugar, uma observação honesta dos pais ou responsáveis pelo adolescente, que devem reconhecer seus limites quando não conseguem mais lidar com o problema. O trajeto de cura passa por um trabalho multidisciplinar envolvendo profissionais da área de saúde. O médico, geralmente um psiquiatra ou mesmo um clinico geral, será o responsável pelo processo de desintoxicação e, se necessário, fará uso de medicamentos. O psicólogo trabalhará em conjunto com esse médico e cuidará das questões emocionais. O apoio de grupos terapêuticos como Alcoólicos Anônimos (A.A) é uma alternativa que auxilia, à medida que fez o adolescente perceber que não está sozinho. “Nesses grupos, há um compartilhamento de angústias, medos, conquistas, curas. Após algum tempo na terapia, os adolescentes aceitam participar das reuniões, mas é muito importante que toda a família se envolva”, garante a psicoterapeuta Berenice Carpediane.
Tratamento para o alcoolismo
Nos Estados Unidos, aproximadamente 2 milhões de pessoas por ano procuram ajuda para tratar o alcoolismo. Veja logo abaixo o que esse tratamento geralmente inclui.
Desintoxicação
Isso implica abstinência de álcool para eliminá-lo completamente do organismo.. Pessoas que passam pela desintoxicação normalmente tomam medicações para prevenir delírios e outros sintomas da abstinência;
Medicamentos
Alguns remédios são administrados para prevenir recaídas. Alguns reduzem o desejo de beber, bloqueando as regiões do cérebro que sentem prazer quando o álcool é consumido; outros causam uma reação física grave ao álcool, que inclui náusea, vômitos e dores de cabeça. Em 2004, a U.S Food and Drug Administration (FDA) aprovou um outro tipo de remédio, que suspende o desejo de beber atuando nos neurotransmissores do cérebro que são afetados pelo álcool.
Tratamento para o alcoolismo
Nos Estados Unidos, aproximadamente 2 milhões de pessoas por ano procuram ajuda para tratar o alcoolismo. Veja logo abaixo o que esse tratamento geralmente inclui.
Desintoxicação
Isso implica abstinência de álcool para eliminá-lo completamente do organismo.. Pessoas que passam pela desintoxicação normalmente tomam medicações para prevenir delírios e outros sintomas da abstinência;
Medicamentos
Alguns remédios são administrados para prevenir recaídas. Alguns reduzem o desejo de beber, bloqueando as regiões do cérebro que sentem prazer quando o álcool é consumido; outros causam uma reação física grave ao álcool, que inclui náusea, vômitos e dores de cabeça. Em 2004, a U.S Food and Drug Administration (FDA) aprovou um outro tipo de remédio, que suspende o desejo de beber atuando nos neurotransmissores do cérebro que são afetados pelo álcool.
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